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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

COMO É O CÉU?


Acredito que o céu é um nirvana onde não há limites de tempo, de espaço, de vida...
A partir do momento que deixamos a casca que nos serve de embalagem e ocasiona aprendizagens significativas, a eternidade vira um espaço ilimitado de gostosuras.
Lá, cada céu particular embrica no céu alheio.
Inicialmente, revisitamos e relemos emoções que nos engrandeceram a alma.
Para isso serve o céu: para que o espírito/energia/luz seja o próprio Nirvana, a extinção definitiva do sofrimento humano.
Meus primeiros “séculos”, vou passar (egoisticamente) em volta da mesa de refeições com meus pais e irmãos (já vou ter chegado ao céu mesmo e Deus há de entender que meu pecadinho é coisa de quem come e se lambuza...). Cada frase, cada gesto, cada meneio de cabeça e olhar, cada sabor, cada sorriso, cada odor... de cada um que fez parte do meu mundo... tudo! há de ser revivido, nos mínimos detalhes que o tempo – sem se importar, por não existir – permitir.
Pretendo permanecer enternecida na infância...
Muito mesmo!
E misturar as minhas memórias e as da infância dos filhos!
Quando eles forem chegando, já terei preparado os melhores momentos, com os efeitos especiais mais divinamente elaborados no enlevo que a criatividade amorosa de mãe/filha inspirar!
Sem as mazelas do corpo e a pequenez dos meus atos rasos, serei a leveza da luz e os meus voos/fachos certamente hão de alcançar – e serão aplauso e emoção - cada fração do que séculos de grandiosidade humana praticou.
Metamorfose de luz/fração do universo. 
Encantamento e louvor.

Amor.

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